Nos últimos meses, dificilmente você abriu um jornal ou rolou o feed do celular sem se deparar com a discussão sobre a escala 6×1. O debate é real, necessário e afeta milhões de trabalhadores. Mas existe um ângulo dessa história que passou despercebido e que diz respeito diretamente a quem mora, compra ou aluga um imóvel.
A pergunta é simples: quando a construção civil fica mais cara, onde as empresas cortam custos? A resposta, quase sempre, passa por um item que você nunca vê na visita ao apartamento e não aparece no folder de vendas mas que pode salvar a sua vida: a prevenção contra incêndio.
Estudos da Câmara Brasileira da Indústria da Construção mostram que o setor precisaria contratar 288 mil novos trabalhadores só para manter o ritmo atual das obras com a mudança na jornada de trabalho. O custo adicional projetado passa de R$ 155 bilhões por ano. Em obras de habitação popular, a mão de obra representa quase 60% do custo total. Quando o orçamento aperta, os sistemas de segurança tambem entram na mira, justamente por ser algo invisível, imperceptível e que não faz parte da lista de diferenciais para uma venda.
Existe ainda uma confusão muito comum: quando um prédio recebe aprovação do Corpo de Bombeiros, muita gente acredita que a segurança está garantida. Não está. A aprovação confirma que o projeto atendeu ao mínimo exigido naquele momento. O que realmente protege é o sistema instalado com qualidade, testado corretamente e mantido depois que as chaves são entregues.




